Grupo Ayvu Rapyta

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

CONVITE

Dia 23 de maio, acontecerá às 9:00h na Escola Estadual Visconde de Souza Franco (sala 6 - 1º piso), um encontro de representantes de grupos, organizações e entidades que trabalham para que toda a pessoa possa ter,de fato, acesso a cultura e a arte em todas as suas linguagens. O objetivo do encontro é discurtir e organizar um ato público pelo direito à arte e a LEITURA. Venha contribuir com a construção deste evento!

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Mudança do endereço do Blog

Mudamos para o blog:

www.palavrahabitada.blogspot.com

Aguardamos sua visita...

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Prêmio Dardos

É com muita alegria e encantamento que o grupo Ayvu rapyta recebeu em janeiro a sua segunda indicação ao prêmio Dardos por outro blogueiro maravilhoso, o Franz do blog http://www.esteblogminharua.blogspot.com/, que nos convida a um mergulho no seus textos cheio de conteúdo. O Prêmio Dardos é uma deferência entre blogueiros e uma forma singela e muito agradável de divulgar blogs, enquanto estimula e promove a confraternização entre eles. O premiado deve seguir as seguintes instruções:

* Deve exibir a imagem do selo em seu blog;
* Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
* Escolher outros 15 blogs a quem entregar o PRÊMIO DARDOS;
* Avisar os escolhidos.

Aumentando mais um ponto, aí vai a lista com os quinze blogs e sites escolhidos pelo Ayvu rapyta:

Rodrigo Grilo.

Percepções do Fórum

























Há muito tempo vinha nutrindo uma expectativa enorme em torno do Fórum, li muito sobre, conversei com familiares que já haviam participado e não via a hora de chegar, poder encontrar pessoas do mundo todo com o mesmo objetivo, sonhos, desejos: um novo mundo!!


O Fórum foi então melhor do que pensava. Primeiramente o Fórum de Teologia e Libertação, um momento inesquecível, antes de iniciar a palestra do Leonardo Boff e Marina Silva, o cilma de partilha e felicidade tomou conta do auditório da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. Pessoas de todos os cantos do mundo cantavam, dançavam, brincavam com um alto-astral maravilhoso, me senti contagiado e foi impossível ficar parado, entrei na grande ciranda. Já no Fórum de educação apresentei dois trabalhos, o primeiro junto com o grupo Ayvu rapyta, onde fizemos um relato das nossas experiências enquanto grupo e educadores que sonham com um mundo melhor e acreditam que a leitura, que a palavra habitada em todos nós, pode realmente ser intsrumento na construção de um outro mundo. O segundo do projeto a História em cantos, o qual fui bolsista de iniciação científica em 2008, sob a orientação do professor Cleodir Moraes, que foi mais que um mestre, mas sim um grande amigo com qual aprendi muito, não só profissionalmente mais como pessoa, não canso de agradecer e levo-o como referencial. O pôster de apresentação do Ayvu rapyta foi bastante visitado, o que nos deu a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, trocar experiências com pessoas de todos os cantos do mundo, como no caso do italiano Andréas coordenador do projeto Histórias de um mundo possível -http://eng.powos.org/, que trabalha com autobiografias e tem diversos parceiros espalhados pelo mundo, espero que matenhamos contato.


Já nas mesas e palestras pude conhecer trabalhos super interessantes como o do coletivo soylocoporty - http://soylocoporti.org.br/ que trabalha na promoção da autodeterminação dos povos e da integração latino-americana por meio da difusão e valorização da cultura e da democratização da comunicação. Foi uma troca de experiências entres pessoas que trabalham e que aspiram trabalhar com pontos de cultura no Brasil todo. No dia 31 participei da palestra do projeto Viraminas - http://www.viraminas.org.br/, uma organização que vem realizando no interior de minas um trabalho super bonito, interessante e inspirador com relação a memória e história oral, que foi representado no Fórum por dois jovens super simpáticos, Paulo e Andressa, grande abraço, vocês me serviram de estímulo!!


E nas manhãs da semana do fórum trabalhei como assistente de comunicação do projeto Ciranda - http://www.ciranda.net/ que existe desde o primeiro Fórum social mundial, formado por jornalistas do mundo todo que trabalham com mídias alternativas. Outra experiência ímpar, onde entrei em contato também com o centro de comunicação e cultura popular - CEPEPO, com sede no bairro do Guamá, proxímo a UFPA.


Ainda estou digerindo o "toró" de informação que foi o Fórum, como porceder daqui pra frente, que projetos colocar em prática, pois a luta por um outro mundo possível nasce a cada dia!!!!
Rodrigo Grilo.

Foto 01 - Atividade proposta pelo coletivo soylocoporti
Foto 02 - Atividade proposta pelo projeto viraminas
Foto 03 - Concentração da marcha pela paz
Foto 04 - Apresentação FME - A história em cantos
Foto 05 - Apresentação FME - Ayvu rapyta
Foto 06 - Eu e babayoti, representante dos Kayapós do sul do Pará, uma pessoa maravilhosa, que luta pelos interesses e sobrevivência da sua tribo e da sua cultura.

Fórum Social Mundial - 2009

A caminhada de abertura do Fórum Social Mundial de 2009 em Belém-Pará-Brasil aconteceu no dia 27 de janeiro em uma tarde de sol e chuva. Saída da Praça Pedro Teixeira, percorreu a Av. Presidente Vargas, Av. Nazaré, Av. Almirante Barroso até São Braz terminando na Praça do Operário.

O Grupo Ayvu Rapyta marcou a cuia do Waldemar Henrique como ponto de encontro.
Foram chegando Vânia, Maiolina, Cléa, Gilberto e Paulo, aguardamos pelo Rodrigo que não apareceu... só chegou a chuva forte que deixou o céu rapidamente todo cinza e fez correr toda gente que se espalhou feito formigas procurando um abrigo.
E enquanto a chuva não ia vieram rolando e batucando os versos para Rodrigo, e assim fomos afinando a voz:



Rodrigo!
Menino novo
Menino antigo
Menino solto
Menino riso
Rodrigo moço
Sorriso antigo
Sorriso solto
Rodrigo antigo
Moço solto
Que ajuda o mundo
A se achar
Se vê perdido dentro de casa
com pavulagem
na chuva a desaguar

É nos dentes de Rodrigo
O moço sorriso antigo
Que o mundo futuro
Sorri solta gargalhada
Com a língua cheia de histórias
Que faz do menino eternamente
Poesia...


A marcha foi assim...
Um constante encontrar pessoas de todas as partes do Planeta. Encontrei Clari uma sorridente Senhora vinda da Índia, toquei tambor com o povo de Nova Deli, cantei em homenagem ao povo do Rio Grande do Sul: Mara e Juçara. Belas Senhoras do Equador, e de todas as outras partes do Brasil passavam por nós e diziam Olá!! Jovens pedindo PAZ, Crianças da Ilha de Caratateua (lugar onde eu trabalho) também estavam na marcha com seu belíssimo pássaro Colibri. Por fim, as bolhas de sabão flutuavam enchendo o nosso céu de esperança... já que naquela tarde acalentamos e embalamos o mundo em nossos corações.

Na tarde chuvosa de sol
Carregamos o Mundo nas mãos
Inflado de sonhos e esperança
Dividimos esse peso tão leve.
E o mundo passou de mão em mão
Carregamos nas costas o Planeta
Muita gente querendo tocar na órbita
Órbita azul Planeta!
Belém teve o mundo nas mãos,
Enquanto no ar um cheiro de chuva
recendia por toda aquela tarde a Esperança
que foi tecida com a linha dourada de nossos sonhos mais puros.

Encheram meus olhos de lágrimas...
Cantar e tocar tambor em uma marcha
Onde todos os pés dos bilhões de excluídos estavam representados
nos passos firme e seguros dos índios da Amazônia
que batiam os pés velozmente atrás dos seus direitos.

Encheram meus olhos de lágrimas...
Tocar no planeta azul com mãos que representavam as mãos de bilhões de trabalhadores que labutam por dias melhores nesse mundo

Encheram meus olhos de lágrimas...
Pensar nos corações de todos os que são explorados nesse mundo,
Corações que também batiam no mesmo compasso naquela marcha
que passava bem abaixo da imaginária divisão planetária
da Linha do Equador.
Divisão que só existe na cabeça dos homens
que acreditam que a matéria vale mais que o espírito.

Nós, os que caminhavam juntos naquela tarde sob o túnel verde floresta,
Acreditamos na única força que apesar de tudo é a que esta no fim de tudo
Sentimento que nos une e nos faz forte como raça humana,
O Amor
.

Finalmente no passo a passo surgiu um grito na garganta que brotou do fundo da alma... na alma de quem conta histórias...
Eu sou daqui
Eu sou de lá
Eu sou de qualquer lugar
Eu sou Ayvu Rapyta

Io sono di qui
Io sono di laggiú
Io sono di ogni luogo
Lo sono ayvu rapyta

Cléa Palha.

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Celebrando o Aniversário de Belém

No dia 12 de janeiro, o grupo Ayvu Rapyta se reuniu num local especial da cidade: o centro histórico. O objetivo era de preparar a apresentação para o Fórum de Educação e, numa feliz coincidência, a reunião ocorreu no dia do aniversário da nossa amada cidade. Presenciamos o disparo dos canhões no forte do presépio, a encenação da chegada dos portugueses, fogos... Foi um encontro recheado de alegrias como todos os encontros desse grupo. Como homenagem para Belém e como texto para futuras apresentações, montamos uma colagem com letras de músicas que falam sobre Belém e Amazônia, aí está o resultado:

O sol da manhã rasga o céu da Amazônia
Eu olho Belém da janela do hotel
As que passam fazendo uma zona
Mostrando pra mim que a Amazônia sou eu

Belém, Belém acordou a feira
Que é bem na beira do Guajará
Belém, Belém, menina morena
Vem ver o peso do meu cantar

Esse rio é minha rua
Minha e tua mururé
Piso no peito da lua
Deito no chão da maré

O curupira sim saiu de mim
Saiu de mim, saiu de mim
Sei cantar o “tár” do carimbo
Do siriá e do lundú

Que tudo é muito lindo
É branco é negro é índio

Pois é, pois é
Eu não sou de igarapé,
Quem montou na cobra grande
Não se escancha em puraquê

Quando me dei conta eu contava a Amazônia
Era um rio de beleza navegando em minha voz!

Sim eu tenho a cara do Pará
O calor do tarubá
Um uirapuru que sonha
Sou muito mais

Eu sou... AMAZÔNIA!!!!

Músicas: Olhando Belém - Nilson Chaves/ Flor do Grão Pará - Chico Sena/ Esse rio é minha rua - Paulo André e Ruy Barata/Amazônia - Nilson Chaves/ Destino Marajoara - Nilson Chaves

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Centenário de Dalcídio Jurandir

Nesse sábado gostoso, comemora-se o centenário de um dos maiores escritores da Amazônia: Dalcídio Jurandir. Nascido em Ponta de Pedras, na ilha do Marajó, soube como ninguém, revelar através das palavras nossa cultura e tradições.
Celebrando a data, um poema de outro grande poeta paraense pertencente ao Movimento Literário Extremo Norte: Jeová de Barros.

Dalcidiar

Dalcidiar é um verbo
Que se conjuga com chuva
Com queda de manga
Com canto de Iara
É um verbo paraoara
Que a gente vai conjugando
E o tempo vai mundiando
E devagar vai cercando
Pode até enfeitiçar

Tem a força do apuí
Por ser um verbo daqui
Envolve quem conjugar

É o canto do uirapuru
Que conjuga em tempo eterno
O Pará tem esse verbo
Que pode o tempo parar


Fonte: Água grande. Jeová de Barros, 2007.
Site: www.dalcidiojurandir.com.br